Operário deu início à nova época

A equipa principal do Clube Operário Desportivo deu início aos trabalhos, para a presente época, esta segunda-feira, dia 24 de julho.

O Operário, nos últimos cinco anos, tem feito uma redução nos orçamentos disponíveis para elaboração dos planteis. Foram anos em que o clube atingiu sempre o objetivo, graças a todos, equipas técnicas, jogadores e direção. Segundo o treinador da equipa sénior, este ano, o orçamento será ainda mais reduzido do que no ano transato, até contrariando os resultados alcançados.

Dados recentes dão conta que o Operário foi a terceira melhor equipa a nível nacional a competir nesta divisão, nos últimos cinco anos. André Branquinho entende que este é um feito histórico para o clube e quer dar continuidade a esse trabalho que tem sido feito nos últimos anos.

Este ano os fabris apresentam-se com uma equipa novamente renovada e com muitas caras novas. “São jovens jogadores, muitos desconhecidos do grande público, mas como treinador, adoro desafios difíceis, não pela qualidade dos jogadores, mas porque são jogadores que vêm de divisões inferiores, que não estão habituados ao modelos de treino e jogo do Operário, e será necessário algum tempo para que estes consigam perceber a nossa metodologia de treino e de jogo”, adianta.

André Branquinho reconhece que, numa fase inicial, não será fácil, mas acredita que no final da época os objetivos serão atingidos, como tem acontecido nos últimos anos.

Em entrevista ao Jornal Diário da lagoa, o treinador fabril adianta que cada clube faz a sua história, admitindo mesmo que, com os reforços que o COD faz, atinge os seus objetivos, e isso é o mais importante, e na Lagoa, existe satisfação pelos feitos alcançados, até tendo em conta os orçamentos disponíveis que são inferiores aos outros clubes da região, a competir no mesmo escalão. “O Operário tem a ousadia e confiança no seu trabalho para apostar em jogadores desconhecidos, caso de Leleco, Stebh, Cristiano, jogadores que agora estão num outro patamar, e esta é a fórmula do Operário, criar de raiz a equipa e catapultar os jogadores”, refere.

Esta segunda feria, dia 24 de julho, arrancaram os treinos na Lagoa, tendo o técnico, para já, um plantel de 17 jogadores disponíveis, estando a aguardar a contratação de pelo menos mais três.

Na Lagoa estão confirmados os guarda-redes João Botelho e Hugo Viveiros. Como defesa direito Ariano (ex Oliveira do Hospital). Os centrais Paulo Renato, Weldon e Romário (Ex Oliveira Hospital). Os defesas esquerdos são Hugo Simões e Jorginho,

Como médios mantém-se Ruizinho, Dani, Gonçalo Reis e João Brum. Contando o Operário com o reforço de Valentine (ex Felgueiras).

Como extremos André Branquinho conta com Lelé (ex Oleiros), Patrício e Caloura, podendo, entretanto, chegar mais um reforço para este setor. Aguarda-se ainda a chegada de pelo menos mais dois avançados para a Lagoa.

A equipa técnica mantém-se a mesma da época passada, André Branquinho como treinador principal, Nelo como adjunto e Hélder Neto como treinador dos guarda-redes.

De referir que o primeiro jogo oficial do Operário está agendado para o dia 20 de agosto, na primeira jornada do campeonato, cujo sorteio acontece esta segunda-feira.

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Operário empata no último jogo em casa para o campeonato

A equipa do Operário empatou a uma bola, no encontro deste domingo, frente ao Real. A partida foi da 13ª e penúltima jornada da zona sul, do grupo de subida, do Campeonato de Portugal Prio.

Os fabris pretendiam fechar a época em casa com uma vitória perante os seus sócios e simpatizantes, mas acabaram por empatar a uma bola na receção ao Real.

Fábio Gomes marcou o golo do Operário, dando vantagem à equipa da casa, que deu nota positiva do esforço para conseguir os três pontos.

Com mais este empate, os fabris somam nove pontos, e ocupam o último lugar da tabela classificativa.

Na próxima jornada, a última da prova, o Operário desloca-se ao terreno do Torreense.

 

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Regragui quer atrair investidores para o Operário e Lagoa

O franco marroquino Mohamed Regragui vai ser o responsável pelas relações internacionais do Clube Operário Desportivo e, para além de vir a ser um dos responsáveis pela chegada de alguns atletas ao plantel dos fabris, vai ter ainda a tarefa de captar, para o clube e para o concelho da Lagoa, investimento privado.

Catorze anos depois da sua passagem pela Lagoa (o atleta, então com 22 anos, vestiu a camisola fabril na temporada 2002/2003, tendo chegado à Lagoa pela mão do empresário Jorge Mendes), Regragui regressou para se tornar um parceiro no desenvolvimento desportivo do Operário, para além de estar incumbido de captar investidores que possa permitir ao clube realizar novos investimentos, tendo em vista uma eventual subida aos campeonatos profissionais portugueses.

Para já, e em declarações ao Açoriano Oriental, o médio que nasceu em Ahrfir (Marrocos) mas com nacionalidade francesa, vai já no decorrer do mês de maio promover um encontro com empresários portugueses em França para que possa identificar e captar futuros investidores para o clube da cidade da Lagoa mas, ao mesmo tempo, permitir que também possa ocorrer investimento económico na cidade da Lagoa. Nesse sentido, Regragui vai dar a conhecer o programa “Lagoa Investe”, um documento orientador que procura atrair investidores e investimento para o concelho, com benefícios tanto para quem investe como também para o local onde o investimento será realizado.

“Sem investimento no clube não podes sonhar muito alto. No futebol todos os sonhos são realizáveis mas para que tal aconteça é preciso que haja investimento, capital, para que este mesmo sonho seja uma realidade”, sublinhou o também agente de jogadores.

Para o plantel do Operário, época 2017/2018, Regragui vai trazer três atletas para cada posição do campo: “um defesa, um médio e um avançado. Jogadores de qualidade técnica e tática mas grandes homens fora do campo. Esses são valores que exijo nos jogadores que represento. Atletas jovens que serão mais-valias desportivas para a equipa e que podem vir a gerar receitas para o clube. Para já a única posição na equipa que está muito bem servida é a baliza. Não preciso trazer alguém para esta posição”, sublinhou o jogador que em Portugal foi treinado por Jorge Jesus no Vitória de Setúbal (2000/2001) na II Liga, tendo ainda representado a União de Leiria e Marinhense. Em França jogou pela equipa B do Paris Saint-Germain, Paris FC, Racing Paris e Aubervilliers, para além de uma experiência no Vietname e no Bangladesh, tendo terminado a carreira de jogador aos 27 anos de idade.

Regragui tem formação em Coaching de atletas (função na qual trabalhou durante três anos em França) e foi comentador desportivo dos jogos da I Liga portuguesa, durante três épocas, no canal desportivo francês de origem portuguesa MCS. O antigo médio revelou, ainda, um profundo conhecimento dos campeonatos de futebol em Portugal (seja os de âmbito da Liga como o da Federação), tendo nos últimos dias efetuado várias observações das equipas da formação do Operário, onde detetou “bons jogadores, de grande qualidade”, atletas que vão ser potenciados pelo clube e por Regragui nos próximos quatro anos.

In AO, por: Arthur Melo

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Branquinho exige projeto forte para continuar

A continuidade de André Branquinho no comando técnico do Operário na próxima temporada foi colocada em causa pelo próprio treinador, que na conferência de imprensa de antevisão da partida de domingo (receção ao Louletano para a 12.ª jornada da Fase de Subida Zona Sul do Campeonato de Portugal Prio) fez depender a sua permanência da apresentação de um projeto forte por parte da direção do emblema lagoense.

Garantindo já ter havido uma “pré reunião”com os responsáveis do clube, André Branquinho (33 anos) diz também ainda não haver certezas. “Eu sou ambicioso por natureza e quero ter um projeto sólido que me faça tornar melhor treinador e continuar a lutar por objetivos fortes, como estar mais uma vez na Fase de Subida – algo que considero que o clube tem de estar consecutivamente. Agora, percebo muito bem a realidade do Operário, o que pode fazer, mas sinceramente acho que o clube tem muito potencial e precisa de ter, uma vez por todas, um projeto sólido, que não se faz apenas com um ou duas pessoas. Tem de haver uma maior envolvência para partimos para a próxima época de forma mais segura e confiante”.

O jovem técnico – que fez toda a sua “formação” no clube da Lagoa, tendo treinado os escalões de formação antes de assumir a equipa sénior na época 2012/13, após a saída de Francisco Agatão, de quem foi adjunto – assegura que a sua continuidade depende de certos aspetos, “o que o clube me pode dar e ao que eu posso dar ao Operário, mediante a realidade que me for apresentada em termos de projeto”.
Tendo já sido sondado em épocas anteriores por clubes de divisões superiores como o Sporting de Braga B ou o Casa Pia, André Branquinho revelou que continua a ter mercado:“Vamos esperar mais alguns dias para decidir, pois felizmente ainda há algumas pessoas que se lembram de mim e poderá haver propostas para o meu trabalho”.
A questão da continuidade à frente do maior clube do concelho da Lagoa surgiu numa avaliação feita pelo próprio técnico ao desempenho do clube na segunda fase do Campeonato de Portugal Prio, onde assume as responsabilidades do mau desempenho – o Operário divide o último lugar com o Louletano, somando apenas uma vitória nesta fase. “O Operário não é melhor clube que os outros nem é pior, mas é muito diferente dos restantes. Não sei se serei eu ou não a estar na próxima época, mas de certo que as minhas decisões serão diferentes. Quem vier tem de dar valor ao facto de fazer parte desta família e deste clube”.
“Não somos a melhor equipa desta série mas também não somos a pior!”
André Branquinho justifica o último lugar da Fase de Subida da Zona Sul com falta de concentração e atitude competitiva no seio do plantel. O técnico acusa “alguns atletas deste grupo de jogadores” – e faz o mea culpa – de teimarem em repetir os mesmos erros. “Há jogadores que têm de perceber que para fazer uma carreira ao mais alto nível, têm de ser competentes, ao nível da dedicação e do compromisso. Há bons jogadores e há bons atletas: quando há esta junção, é a simbiose perfeita para o treinador. Nalguns momentos desta época tivemos apenas bons jogadores e faltou-nos ter as duas coisas juntas”, afirmou, acrescentando ter consciência que “não somos a melhor equipa desta série mas também não somos a pior”. Branquinho esperava que após o apoteótico apuramento para a Fase de Subida, os atletas dessem outra resposta. Mas aconteceu tudo ao contrário, para espanto meu”.
In AO, por: Nuno Martins Neves
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Operário tramado pela falta de finalização

O Operário recebeu este sábado, na Lagoa, o Sacavenense, em jogo da 10ª jornada da segunda fase do Campeonato de Portugal Prio.

Na partida referente à zona de subida, os fabris acabaram por ser penalizados pelas oportunidades flagrantes de golo desperdiçadas.

Na primeira parte, o adversário teve um volume ofensivo superior ao do Operário, mas mesmo assim sem criar dificuldades à baliza defendida por Rodrigão.

Na segunda parte o Operário decidiu mudar o rumo do encontro e aumentou a intensidade do jogo, acabando por criar sérias dificuldades aos visitantes.

Os fabris conseguiram segurar o esférico, explorando os corredores laterais e criando oportunidades flagrantes de golo, cinco pelo menos que poderiam ter mudado o rumo da partida.

No final do encontro o treinador do Operário considerou que faltou competência e o gesto mais perfeito para a bola poder entrar.

André Branquinho mostrou-se satisfeito pela resposta dos seus jogadores, tendo considerado o resultado injusto, quer pelo volume ofensivo, quer pelas  oportunidades flagrantes de golo criadas, embora reconheça que faltou o mais importante que foi a finalização.

Segundo o técnico fabril, este sábado, o Operário esteve mais próximo daquilo que deveriam ter feito em jogos anteriores, e sem duvida foram a melhor equipa em campo.

André Branquinho adiantou que agora é trabalhar o próximo jogo, com  a consciência de que tudo foi feito para, em campo, poder vencer.

COD/ foto (c) Henrique Barreira

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