Operário sofre pesada derrota em jogo de eficácia zero

O Operário sofreu uma pesada derrota na oitava jornada da Série E do Campeonato de Portugal e continua sem conseguir ganhar na Lagoa esta temporada, situação inédita na história recente do clube. 
Inéditos são também os números finais da derrota dos lagoenses mas são reflexo da incapacidade que a equipa denota em dois aspetos: defensivamente os fabris são muito vulneráveis, enquanto no ataque há demasiada previsibilidade nos seus movimentos. Acresce a tudo isso a falta de organização coletiva que resulta da grande inexperiência dos seus atletas. 
A história deste encontro não é difícil de se contar e resume-se, quase em exclusivo, à seguinte frase: o Operário teve mais posse de bola, enquanto o Pinhalnovense mostrou uma tremenda eficácia. 
A vantagem de 0-3 ao intervalo dos forasteiros resultou de igual número de transições do Pinhalnovense, equipa constituída por jogadores já com larga experiência desta competição, jogadas onde foi explorada a descompensação defensiva dos lagoenses e alguma falta de agressividade na disputa dos lances. 
Parecendo pesada, a derrota parcial ao intervalo era justificada pela forma bastante objetiva como o Pinhalnovense soube enfrentar o jogo, não se importando de ceder a bola ao adversários e aplicando velocidade – e eficácia – nas transições que resultaram de perdas de bola a meio-campo. 
André Branquinho tentou despertar a equipa com a entrada de Kim mas, curiosamente, a formação entrou amorfa, aproveitando o Pinhalnovense que acabou por desperdiçar três oportunidades de golo em 10 minutos. 
Só a partir do minuto 55 é que os fabris de facto regressaram do descanso e logo com a melhor (e única) ocasião de golo do encontro: Maringá defendeu o desvio de cabeça de João Brum e, no chão, o guarda-redes do Pinhalnovense evitou a recarga de Kim.
Os fabris galvanizaram-se com o lance mas ficaram-se por isso mesmo, ao passe que o Pinhalnovense ainda conseguiu dilatar a vantagem, com destaque para o hat-trick de Diego. 

In: AO

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