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Branquinho exige projeto forte para continuar

A continuidade de André Branquinho no comando técnico do Operário na próxima temporada foi colocada em causa pelo próprio treinador, que na conferência de imprensa de antevisão da partida de domingo (receção ao Louletano para a 12.ª jornada da Fase de Subida Zona Sul do Campeonato de Portugal Prio) fez depender a sua permanência da apresentação de um projeto forte por parte da direção do emblema lagoense.

Garantindo já ter havido uma “pré reunião”com os responsáveis do clube, André Branquinho (33 anos) diz também ainda não haver certezas. “Eu sou ambicioso por natureza e quero ter um projeto sólido que me faça tornar melhor treinador e continuar a lutar por objetivos fortes, como estar mais uma vez na Fase de Subida – algo que considero que o clube tem de estar consecutivamente. Agora, percebo muito bem a realidade do Operário, o que pode fazer, mas sinceramente acho que o clube tem muito potencial e precisa de ter, uma vez por todas, um projeto sólido, que não se faz apenas com um ou duas pessoas. Tem de haver uma maior envolvência para partimos para a próxima época de forma mais segura e confiante”.

O jovem técnico – que fez toda a sua “formação” no clube da Lagoa, tendo treinado os escalões de formação antes de assumir a equipa sénior na época 2012/13, após a saída de Francisco Agatão, de quem foi adjunto – assegura que a sua continuidade depende de certos aspetos, “o que o clube me pode dar e ao que eu posso dar ao Operário, mediante a realidade que me for apresentada em termos de projeto”.
Tendo já sido sondado em épocas anteriores por clubes de divisões superiores como o Sporting de Braga B ou o Casa Pia, André Branquinho revelou que continua a ter mercado:“Vamos esperar mais alguns dias para decidir, pois felizmente ainda há algumas pessoas que se lembram de mim e poderá haver propostas para o meu trabalho”.
A questão da continuidade à frente do maior clube do concelho da Lagoa surgiu numa avaliação feita pelo próprio técnico ao desempenho do clube na segunda fase do Campeonato de Portugal Prio, onde assume as responsabilidades do mau desempenho – o Operário divide o último lugar com o Louletano, somando apenas uma vitória nesta fase. “O Operário não é melhor clube que os outros nem é pior, mas é muito diferente dos restantes. Não sei se serei eu ou não a estar na próxima época, mas de certo que as minhas decisões serão diferentes. Quem vier tem de dar valor ao facto de fazer parte desta família e deste clube”.
“Não somos a melhor equipa desta série mas também não somos a pior!”
André Branquinho justifica o último lugar da Fase de Subida da Zona Sul com falta de concentração e atitude competitiva no seio do plantel. O técnico acusa “alguns atletas deste grupo de jogadores” – e faz o mea culpa – de teimarem em repetir os mesmos erros. “Há jogadores que têm de perceber que para fazer uma carreira ao mais alto nível, têm de ser competentes, ao nível da dedicação e do compromisso. Há bons jogadores e há bons atletas: quando há esta junção, é a simbiose perfeita para o treinador. Nalguns momentos desta época tivemos apenas bons jogadores e faltou-nos ter as duas coisas juntas”, afirmou, acrescentando ter consciência que “não somos a melhor equipa desta série mas também não somos a pior”. Branquinho esperava que após o apoteótico apuramento para a Fase de Subida, os atletas dessem outra resposta. Mas aconteceu tudo ao contrário, para espanto meu”.
In AO, por: Nuno Martins Neves
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