Futsal sofre retrocesso nos Açores

“Uma decisão difícil mas que advêm de várias circunstâncias que tem incidência sobre o futsal, a criação da Serie Açores na II Divisão de Futsal e a não atribuição do subsídio da palavra Açores torna-se muito difícil ter uma equipa a competir, até porque o futsal não tem outras receitas, e também não faz sentido brincar ao futsal”.

As declarações são de Gilberto Branquinho, o Presidente do Clube Operário Desportivo, em declarações ao site do clube. “Somos uma instituição que chegou a  uma I Divisão e temos ou tínhamos a nível nacional uma imagem de uma equipa competitiva, e a divisão a nível Açores e o retirar os subsídios não vai ser um caminho muito promissor”.

Diz Gilberto Branquinho que “brincar ao futsal é bonito, a criação de uma Série Açores é bom para o mercado açoriano, um intercâmbio desportivo muito bom, mas na parte competitiva é um retrocesso terrível para a modalidade”.

O Presidente do Operário considera que “uma divisão a nível local em termos de competetividade será muito mais difícil aos jogadores terem uma competição de um patamar superior como o Operário chegou”.

Gilberto Branquinho admitiu que decidiu acabar igualmente com a formação na modalidade, até porque faz sentido acabar com os seniores e não acabar com a formação. “Foi a decisão correta porque infelizmente os tempos não são de gastar dinheiro”.

“O futuro dirá se o futsal terá ou não um retrocesso com estas decisões”, referiu.

Diz ainda Gilberto Branquinho que, nas atuais condições, a modalidade não deverá voltar ao ativo nos próximos anos”.

O Presidente do Operário mostra-se igualmente apreensivo face ao facto de o mesmo caminho possa ser tomado no futebol. “Se falhar o apoio do governo pelo palavra Açores, ai irá perder-se toda a competitividade que atualmente existe e a montra dos Açores ainda não está ao nível da montra nacional”, advertiu.

“Espero que os comandantes do desporto percebam que se isso acontecer no futebol será também um retrocesso bastante grande”, disse.

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